Cai em 75% número de doenças transmitidas por animais

vacinacaoA Secretaria de Saúde de Campina Grande conseguiu diminuir o número de doenças causadas por animais no município. De acordo com um levantamento da Vigilância Ambiental e Saúde em Zoonoses, casos como malária e esquistossomose deixaram de existir na cidade.Os dados de 2014 do Sistema de Informação de Agravos de Notificação mostram que essas doenças não tiveram nenhum registro.

Em 2013, a malária e a esquistossomose apresentaram cada uma, um paciente. A doença de Chagas já não apresenta casos há alguns anos, mas o inseto barbeiro, cuja picada provoca a inflamação, teve espécies notificadas em 2014, por isso, foi ampliado o número de postos de informação sobre a doença na zona rural.

Outra ação de controle importante é a que vem sendo desenvolvida pelo laboratório implantado no Centro de Zoonoses, que realizou serviços como identificação de escorpião, do barbeiro, mosquitos transmissores de doenças e análise de caramujos africanos. “A Vigilância elaborou o Plano Operacional para 2015 visando mais investimentos para o setor e melhorias nas nossas ações”, explicou a gerente de Vigilância Ambiental Rossandra Oliveira.

DENGUE

A dengue teve o número de casos confirmados da doença reduzido em 75%, caindo de 1.350 em 2013 para 400 em 2014. As equipes de Agentes de Combate às Endemias realizaram em 2014 cobertura em 100% do território do municipal, atingindo também a zona rural com assentamentos de difícil acesso. Foram realizadas as ações de peixamento em cisternas, limpeza de espaços propícios à proliferação, campanhas educativas, dia D, quase 500 procedimentos de borrifação em ambientes fechados e recolhimento de 2.596 pneus que poderiam abrigar as larvas do mosquito da dengue.

RAIVA

Para o controle da infecção viral raiva, a Vigilância aplicou 48.664 vacinas antirrábicas, o que corresponde a mais de 90% dessa população de animais da cidade. Os agentes também fizeram mapeamento das áreas povoadas por pombos e adotaram medidas para afugentar os animais dos espaços. Os pombos são transmissores de alergias, mais de 40 tipos de viroses e 60 doenças, como dermatites, salmonelose e ornitose, doenças que geralmente diminuem a capacidade respiratória.

LEPTOSPIROSE

Foram registrados quatro casos de leptospirose no ano passado. Os serviços de desratização domiciliar passaram da marca de mil procedimentos. Mais de 300 dedetizações foram realizadas em domicílios da cidade.

LEISHIMANIOSE

De acordo com a gerente da Vigilância Ambiental, Rossandra Oliveira, o número de coletas aumentou de 380 no ano anterior para 3 mil em 2014, o que possibilitou identificar 78 casos da Leishmaniose visceral, conhecida como calazar, enquanto que em 2013, apenas 8 casos tinham sido registrados. “Isso possibilita um controle maior da doença nas áreas de risco”, explicou.

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