Campanha de combate ao trabalho infantil no São João distribui Cordel educativo

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A Prefeitura Municipal de Campina Grande participa das ações da campanha “O trabalho infantil não dignifica ninguém”, que tem o objetivo de combater o trabalho infantil, principalmente, no período junino. O Centro de Referência Regional em Saúde do Trabalhador de Campina Grande – Cerest-CG, lançou um folheto de cordel educativo, que conscientiza sobre o assunto. Os folhetos, escritos pelo cordelista Rui Vieira, estão sendo distribuídos nos espaços onde se desenvolve a programação d’O Maior São João do Mundo.

De acordo com a coordenadora geral do Cerest, Anna Karla Souto Maior, o cordel mostra, através de uma linguagem simples e clara, a preocupação com as condições de vida das crianças e adolescentes do município. “Com esta linguagem, conseguimos o objetivo de comunicar o público-alvo sobre as consequências da exploração do trabalho infantil e também valorizamos a cultura popular, por meio da literatura de cordel”, disse.

 Durante os 31 dias da festa, os menores de 16 anos de idade somente podem entrar no Parque do Povo acompanhados por pais ou responsáveis. Profissionais do Ministério Público do Trabalho, da Polícia Civil e da Secretaria Municipal de Assistência Social, fazem fiscalizações para evitar que as crianças sejam utilizadas em algum tipo de trabalho, como comercialização de produtos e recolhimento de material reciclável. As fiscalizações objetivam ainda evitar a venda de bebidas alcoólicas para adolescentes e crianças. Os vendedores flagrados poderão ser descredenciados.

A campanha também combate a exploração sexual infantil. Em locais como hotéis, restaurantes, rodoviária e aeroporto, estão sendo distribuídos panfletos e o folheto de cordel para conscientizar as pessoas sobre os assuntos. Vários artistas que se apresentam n’O Maior São João do Mundo gravaram vídeos com mensagens de conscientização. O conteúdo é disseminado nas redes sociais e nos telões do Parque do Povo.

De acordo com o Ministério Público do Trabalho, em todo o ano de 2015 foram realizados 204 atendimentos na Paraíba a crianças e adolescentes vítimas de exploração de trabalho ou sexual. Contudo, estima-se que mais de 74 mil crianças e adolescentes trabalhem, segundo dados do Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalhador Adolescente na Paraíba – FEPETI-PB.

Fonte: Codecom

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