Campina fará parte de estudo mundial sobre parto prematuro

Pai_Canguru-A Organização Mundial de Saúde – OMS aponta que o parto prematuro já é considerado a maior causa de mortalidade infantil no mundo. Para tentar diminuir as complicações do nascimento antes do período gestacional ideal, um estudo vai monitorar trinta mil gestantes somente no Brasil. Em Campina Grande, três mil campinenses deverão participar da pesquisa, que está sendo financiada pela Fundação Bill e Melinda Gates, em parceria com o Ministério da Saúde, durante o ano de 2015.

O estudo é coordenado pela Universidade Estadual de Campinas – Unicamp e as atividades no município deverão começar já no mês de janeiro. Nesta segunda-feira, 17, Dia Mundial do Combate ao Parto Prematuro, a proposta da pesquisa foi discutida com profissionais da Atenção Básica, durante reunião pela manhã, no auditório do Instituto de Saúde Elpídio de Almeida – Isea. O próximo passo será apresentar a iniciativa a todos os profissionais da Estratégia de Saúde da Família – ESF da cidade.

De acordo com a médica Adriana Melo, que será uma das coordenadoras do estudo em Campina Grande, o objetivo da pesquisa é que as equipes de saúde possam identificar gestantes que apresentem fatores de risco para prematuridade. “Deverão ser identificados, principalmente, histórico de parto prematuro, alterações na medida do colo uterino, além de infecções ocasionadas por doenças sexualmente transmissíveis”, informou.

Ainda segundo a médica, uma vez identificados fatores de risco para prematuridade, as gestantes com idade gestacional entre 18 e 23 semanas serão encaminhadas para fazer a ultrassonografia transvaginal. “Estas mulheres deverão iniciar um tratamento com medicação – a progesterona – e, em alguns casos, com o uso do pessário vaginal – anel de silicone usado para fechar o colo do útero”, explicou Adriana Melo, que também é responsável pelo setor de medicina fetal na maternidade do Isea.

Para a diretora do Isea, Marta Albuquerque, o trabalho dos profissionais envolvidos no estudo será um forte aliado na redução dos índices de partos prematuros na maternidade, que hoje está dentro da média nacional de 12,5%.  “Muitas das gestantes já chegam em trabalho de parto prematuro, aumentando os riscos de sequelas neurológicas e visuais dos recém-nascidos. Se conseguirmos chegar a uma idade gestacional mais avançada, vamos diminuir a sobrecarga das enfermarias e da UTI, por exemplo”, avaliou.

Avanços – A diretora da maternidade explicou ainda que a Prefeitura vem adotando medidas importantes para a redução do índice de mortalidade neonatal no Isea, que caiu 37,5% no ano de 2013, em comparação com 2012. Ela destacou as melhorias realizadas na UTI Neonatal, além da contratação e capacitação dos profissionais do setor. “Além disso, agora a maternidade conta com uma UTI Obstétrica, otimizamos o trabalho e aumentamos a produção do Banco de Leite Humano e incentivamos a prática do método canguru também com os pais”, relatou.

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