Campina Grande adere ao programa Redes Intersetoriais no combate às drogas

O município de Campina Grande aderiu ao Projeto do Governo Federal “Redes Intersetoriais” para ampliar as possibilidades de ações de prevenção e de diminuição do uso de drogas na cidade. O Projeto é realizado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, SENAD, pelo Ministério da Justiça, Ministério da Saúde, Ministério do Desenvolvimento Social, em parceria com os municípios, 50 universidades brasileiras e a Fundação Oswaldo Cruz, FIOCRUZ.

A adesão ao “Redes” vai possibilitar que o município contrate um articulador local responsável por planejar e executar atividades ligadas ao combate ao uso das drogas. O projeto apoia fóruns de discussão intersetorial para casos difíceis, formação de redes sociais virtuais voltadas à discussão de casos e troca de experiências entre trabalhadores da saúde e da assistência social, a elaboração de levantamentos sobre as drogas e os usuários na cidade e a elaboração de ações para o cuidado dos casos.

O projeto é realizado na cidade durante um ano, período em que o articulador local fará levantamentos da cidade e levará para a Rede, onde terá apoio de consultores e pesquisadores para oferecer à gestão de Campina Grande um quadro de ações que deve ser aplicado. O articulador pode ainda contratar uma equipe para ajudar neste trabalho. Os cerca de 100 municípios que participam do “Redes Intersetoriais” já faziam parte do programa “Crack, É Possível Vencer”. Em Campina Grande, o prefeito Romero Rodrigues assinou o termo de adesão ao programa do Crack em 2013 e isso possibilitou o recebimento de investimentos no fortalecimento à segurança pública, saúde e assistência social dos dependentes químicos.

Além destas ações, A Prefeitura Municipal de Campina Grande já havia iniciado no mês passado a Ação Intersetorial de Enfrentamento às Drogas, por meio das Secretarias de Saúde e Assistência Social em parceria com órgãos como o Ministério Público Estadual. Três reuniões já foram realizadas para debater o assunto, capacitando profissionais que trabalham diretamente com os usuários. Ainda restam cinco conferências e, ao fim, uma comissão será formada para realizar o trabalho de enfrentamento às drogas na cidade. Deste modo, teremos duas frentes trabalhando intensivamente no combate ao uso de drogas em Campina Grande por meio de ações educativas, abrangendo várias áreas de competência e não somente a segurança pública.

O QUE JÁ VEM SENDO FEITO? 

A Prefeitura de Campina Grande já vem realizando outras inúmeras políticas na prevenção, no cuidado e no combate às drogas. No primeiro nível, o programa Saúde da Escola trabalha intensivamente nas escolas do município levando orientações para coibir o uso de drogas. Com relação às bebidas alcoólicas, uma das portas de entrada para outras drogas, a Prefeitura tem fiscalizado a venda dos produtos para menores de idade nos grandes eventos festivos da cidade e o Conselho Tutelar intensificou as fiscalizações com plantões noturnos e aos finais de semana. Para os usuários de cigarro, o Programa de Controle ao Tabagismo já retirou mais de 400 fumantes do vício com grupos de apoio nas Unidades Básicas de Saúde, até em horários noturnos.

No acompanhamento diário, Campina Grande tem nove Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), divididos por atendimentos e especialidades, abrangendo as mais diversas possibilidades de sofrimento psiquiátrico e dependência química, inclusive com o CAPS AD, de Álcool e outras Drogas. São seis Residências Terapêuticas, um Centro de Convivência Cultural, que proporciona atividades artísticas e culturais entre os usuários; e um chalé, na Vila do Artesão, de exposição e comercialização de produtos produzidos pelos pacientes. Ao todo, 7.500 pessoas fazem uso dos serviços da Rede de Saúde Mental da Secretaria de Saúde. A gestão Romero Rodrigues implantou no Hospital Dr. Edgley Maciel o primeiro centro de leitos psiquiátricos dentro de um hospital geral da Paraíba, conforme orienta o Ministério da Saúde. São 20 leitos especializados. As ações buscam atender ao que preconiza o MS com relação ao atendimento de forma humanizada.

Fonte: Codecom

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