Cidade terá centro de reabilitação em saúde do trabalhador

Romero_cerestA Prefeitura Municipal de Campina Grande vai iniciar na próxima semana a obra de construção do Centro Regional de Reabilitação e Assistência em Saúde do Trabalhador – Cerast. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira, 29, pelo prefeito Romero Rodrigues, durante uma audiência com o Ministério Público do Trabalho da Paraíba, realizada na Comarca do Tribunal Regional do Trabalho do município e Areia. O prédio onde irá funcionar o novo serviço será construído com recurso de uma multa trabalhista no valor de R$1,5 milhão, que foi revertida para esta finalidade.

De acordo com o prefeito Romero Rodrigues, a empresa responsável pela obra já está licitada e o Cerast deverá funcionar na Avenida Floriano Peixoto, no bairro Dinamérica. “Esta é mais uma inovação voltada para o fortalecimento da saúde pública campinense, em especial para os trabalhadores. A parceria com o Ministério Público garantiu os recursos e a Prefeitura vai assumir toda a administração do espaço, com a compra de equipamentos e contratação de pessoal especializado”, informou o prefeito.

O procurador do trabalho, Marcos Antonio Ferreira Almeida, participou da audiência e destacou a importância do serviço, que deverá ser entregue ainda no primeiro semestre do próximo ano. “Não tenho conhecimento de iniciativas como esta no Brasil. É com muito entusiasmo que tenho levado esta proposta inovadora, que deverá ser referência nacional, a todos os debates sobre direito e saúde do trabalhador”, comemorou.

Ainda participaram da audiência o juiz da 1ª Vara do Trabalho de Areia, Juarez Duarte Lima, e a secretária de Saúde de Campina Grande, Lúcia Derks, que explicou como será o funcionamento do Cerast. “O serviço vai oferecer suporte especializado para a rede de serviços do SUS, com um atendimento de forma integrada aos pacientes com doenças relacionadas ao trabalho”, informou.

O Cerast também terá a responsabilidade de efetuar tratamentos de sequelas provocadas por acidentes de trabalho e realizar oficinas educativas que permitam a minimização dos agravos de saúde do trabalhador. A equipe de profissionais será composta por médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e assistentes sociais.

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