Coordenadora de Vigilância Ambiental explica necessidade da aplicação de lei que proíbe a população de alimentar pombos

Entrou em vigor esta semana uma lei municipal que proíbe a população campinense de alimentar pombos, atividade muito praticada pelas pessoas que passam pelo Centro de Campina Grande. A lei foi mal interpretada e provocou uma polêmica nas redes sociais, mas a Coordenadora de Vigilância Ambiental e mestre em biologia, Rossandra Oliveira, destacou a necessidade da aplicação da lei em função dos riscos que os pombos trazem à população.

De acordo com Rossandra, os pombos podem transmitir diversas doenças e, no ano passado, foram responsáveis pelo adoecimento de uma mulher no bairro do Centro, que quase a levou à morte. De acordo com os registros da Secretaria de Saúde de Campina Grande, um óbito já aconteceu em 2011 na cidade. Outros pacientes também têm apresentado sintomas.

Em virtude do aparecimento de casos envolvendo doenças provocadas pelos pombos, o próprio Ministério Público ajuizou ação para que a Prefeitura Municipal de Campina Grande apresentasse o trabalho que vem sendo feito para controle dessas doenças e da população animal.

De acordo com Rossandra, os pombos podem transmitir desde simples dermatites, até tuberculose aviária, salmonelose, encefalite, toxoplasmose, criptococose e meningite, além de outras doenças. “O que defendemos não é a extinção dos pombos, mas a proibição de alimentá-los porque isso provoca a infestação desses bichos e o pombo é uma praga urbana, são verdadeiros ratos de asas. Já tentamos fazer há alguns anos o manejo ambiental, realocando esses animais, mas as pessoas insistem em criar ambientes favoráveis para a sua permanência sem saberem do perigo que correm”, disse.

Segundo a infectologista campinense Sônia Matias, essas doenças podem realmente, nos estágios mais avançados, levar à morte. “É preciso uma atenção maior com esse assunto. Não é comum, mas é possível eclodir um surto de doenças do pombo, principalmente respiratórias”, explicou.
A lei prevê que as pessoas podem ser multadas e que a fiscalização fica a cargo da Secretarias de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma).

Fonte: Codecom

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