Creche fez “viagem no tempo” para retratar Sesquicentenário

creche_amenaideA Mostra Pedagógica do Sesquicentenário da Creche Amenaíde Santos foi uma viagem ao túnel do tempo contando a história de Campina Grande. Na manhã da última sexta-feira (17), a história foi apresentada à equipe de professores e técnicos da Secretaria de Educação e uma convidada especial, a ex-primeira-dama do Município e do Estado Glória Cunha Lima.

A história da cidade foi contada por duas personagens e encenada pelas crianças da creche, começando pelos índios, depois a chegada dos tropeiros, a chegada do trem, a Feira de Central, o São João, os pontos turísticos, o brasão e bandeira de Campina. A apresentação emocionou a todos. Toda a cronologia da história de Campina Grande foi contada em painéis confeccionados pelos alunos da creche. O primeiro quadro, por exemplo, contava que, em 1697, Teodósio de Oliveira Lêdo, capitão-mor dos Sertões, aldeou os índios Ariús na região onde hoje fica Campina Grande.

A secretária de Educação do Município, Iolanda Barbosa, falou da sua alegria em presenciar o trabalho de aprendizagem que foi desenvolvido pelas educadoras da Creche Amenaíde Santos. Ela afirmou que “o que presenciamos aqui é a história da cidade e a construção da identidade dos pequenos cidadãos. Todos estão de parabéns”. Já a coordenadora de Educação Infantil da Seduc, Francilene Nogueira, destacou a sua felicidade em ver um projeto desenvolvido com a participação das crianças. “Elas apresentaram com desenvoltura tudo o que aprenderam da história da sua cidade”.

A senhora Glória Cunha Lima aproveitou a oportunidade para falar da sua ligação com a Creche Amenaíde Santos. “Depois que passei 12 anos fora de Campina, visitei, quando Ronaldo foi prefeito, essa creche, que funcionava como um depósito de crianças. Aqui nasceu a minha vontade e vocação para trabalhar com creches. Quando Ronaldo foi governador, deixou 125 creches no Estado ampliadas”, revelou.

O nome da mostra, “Era uma vez uma Campina”, surgiu para aguçar nas crianças a curiosidade pela história de Campina, por isso a ideia de contar tudo de forma lúdica, como se fossem as histórias que as pessoas costumavam escutar quando crianças. Segundo os organizadores da mostra, tudo foi produzido pelas crianças de 02 a 05 anos, que apenas foram orientadas pelos professores, num trabalho preparatório de três meses.

A mostra foi encerrada no sábado, 18, e faz parte de um projeto que envolveu todas as escolas municipais que estão trabalhando o tema “Sesquicentenário de Campina”. Os visitantes ficaram encantados com tanta criatividade feita em papel, lápis de cor, isopor, palito de picolé e até papel higiênico.

Segundo a gestora da creche, Elizângela Neves Farias, todo esse trabalho foi construído num passo a passo detalhado, no qual as crianças puderem realmente aprender como surgiu Campina Grande. “Levamos as crianças para os locais que guardam a história de Campina, a exemplo da Feira Central, Embrapa, Museu do Algodão, Açude Velho e Parque da Criança, para que esse projeto fosse colocado em prática, e o resultado é essa mostra produzida por elas próprias. Estamos muito felizes, já que nosso objetivo foi alcançado”, comentou.

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