Governo Federal avalia espaço para instalação de Centro de Referência para crianças com microcefalia em Campina Grande

predio_sugerido_centro_microcefaliaRepresentantes dos Ministérios do Desenvolvimento Social e Agrário, da Saúde e da Educação estão esta semana em Campina Grande discutindo as diretrizes para a instalação do primeiro Centro de Referência do país no atendimento e desenvolvimento de crianças com microcefalia e outros distúrbios provocados pela Síndrome Congênita do Vírus Zika.

O projeto pretende abrigar em um mesmo espaço serviços de saúde, assistência social e educação para as crianças e para as famílias. Segundo a técnica do MDS, Deusina Lopes da Cruz, a ideia é desenvolver um serviço semelhante ao programa Centro Dia, que já funciona dando assistência a pessoas com deficiência.

Na tarde desta segunda-feira, 16, os técnicos dos Ministérios visitaram um espaço sugerido pela Prefeitura Municipal de Campina Grande para a implantação do programa. É um prédio particular vizinho ao Parque da Liberdade com três andares, dezenas de salas e 5 mil metros de área construída. De acordo com o Secretário Municipal de Planejamento, André Agra, a PMCG pode colaborar com a viabilização de aluguel do local para instalação do projeto do Governo Federal.

O Centro de Referência deve abrigar uma rede de atendimento médico às crianças, uma creche infantil especializada e um serviço de assistência social para toda a família com várias atividades e acompanhamento de dez cuidadores, um terapeuta ocupacional, assistentes sociais e psicólogos.

A médica da Prefeitura Municipal de Campina Grande e presidente do Instituto de Pesquisa Doutor Joaquim Amorim Neto, Adriana Melo, apresentou dados sobre as pesquisas desenvolvidas em Campina Grande em relação à síndrome e sobre o trabalho desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde no Ambulatório Especializado em Microcefalia do Hospital Municipal Pedro I com 127 crianças. “Aqui estamos tratando de um problema novo que é a Síndrome Congênita do Vírus Zika, e necessitamos não apenas de um centro de reabilitação, mas de um serviço de excelência em desenvolvimento psíquico, motor, cognitivo, social”, alertou.

A Secretária de Saúde de Campina Grande, Luzia Pinto, expôs as dificuldades do município em gerir o serviço do Pedro I atendendo dezenas de bebês de outros municípios sem pactuação de recursos das prefeituras, nem do governo do estado, nem do governo federal e cobrou a previsão do financiamento para manutenção do novo centro. “Saúde não tem preço, mas custa caro e a portaria para concepção deste centro tem que prever todas as fontes de financiamento para o pagamento dos serviços de saúde do serviço para que independentemente de ministro, governador ou presidente o espaço funcione com excelência”, frisou.

Nesta terça-feira, 17, os representantes dos ministérios se reúnem no Pedro I a partir das 8h30 com servidores das secretarias municipais de Assistência Social, Saúde e Educação para traçar estratégias de funcionamento do novo serviço.

Fonte: Codecom

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