Greve anunciada não afeta a maioria das creches e escolas da Rede Municipal

iolandaCom a garantia do reajuste de 11,36% para os professores da Rede Municipal de Campina Grande a partir de maio, data-base dos servidores municipais, a adesão à greve da categoria foi pequena nas escolas e creches do município. O atendimento às crianças e adolescentes matriculados foi mantido normalmente nesta quinta-feira, 25 de fevereiro, na maioria das unidades de educação.

De acordo com o levantamento preliminar da Secretaria de Educação, apenas 5,2% das unidades de educação da Rede Municipal aderiram à greve. De um total de 119 escolas da Rede Municipal, 110 estão funcionando normalmente e cinco funcionam parcialmente. Entre as escolas da zona rural, nenhuma aderiu ao movimento paredista. Na educação infantil, 31 creches estão funcionando sem interrupção das atividades, de um total de 35 creches.

A Prefeitura de Campina Grande, através da Secretaria de Educação (Seduc), continua mantendo o diálogo aberto com o sindicato que representa a categoria. Na última sexta-feira, 19 de fevereiro, o prefeito Romero Rodrigues anunciou o reajuste de 11,36% para os professores, referente à correção do Piso Nacional.

O compromisso foi reafirmado em ofício da Seduc encaminhado na última terça-feira, 23 de fevereiro, ao Sindicato dos Trabalhadores Municipais do Agreste da Borborema (Sintab).  Mesmo assim, o sindicato deflagrou a greve.

A Secretária de Educação do Município, professora Iolanda Barbosa, destacou a política de valorização do magistério adotada pela atual gestão, apesar da crise enfrentada atualmente pela maioria dos municípios brasileiros. “Estamos garantindo um reajuste num cenário de escassez de recursos, onde a maioria dos municípios ainda sequer apresentou proposta sobre a atualização do piso nacional. Honramos compromissos assumidos e mantemos uma postura de total abertura com a categoria”, pontuou.

A Secretária solicitou ainda que os professores avaliem com bom senso a decisão de paralisar as atividades, tendo em vista o direito de acesso à educação das crianças e adolescentes.

“Ter bom senso é não permitir que interesses estranhos à educação norteiem práticas que venham a negar a garantia de acesso à educação para milhares de crianças, adolescentes e jovens das redes de ensino. Temos de garantir a efetivação do direito que validou essa conquista dos professores, que é a democratização do acesso a educação básica pública”, destacou.

Fonte: Codecom

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