Mães de bebês com microcefalia participam de encontro

encontro_maes_bebe_microcefaliaO diagnóstico de microcefalia mudou a rotina das mães dos bebês atendidos no ambulatório especializado para acompanhamento da doença, instalado no Hospital Municipal Pedro I, em Campina Grande. Como se trata de um novo padrão de microcefalia, com novas informações de pesquisas surgindo a todo momento, o setor de psicologia do serviço de saúde está realizando encontros com as famílias dos bebês para tirar dúvidas sobre o tratamento das crianças acompanhadas no ambulatório. O primeiro encontro aconteceu na tarde desta quarta-feira, 16, no Teatro Rosil Cavalcante.

O encontro reuniu vinte mães e também alguns familiares dos bebês com microcefalia. Na primeira etapa do evento, os participantes puderam tirar dúvidas relacionadas ao desenvolvimento motor e cognitivo das crianças que nasceram com problemas neurológicos, provocados pela síndrome da zika congênita. Esses esclarecimentos foram apresentados pela neurologista Alba Gean de Medeiros. Em seguida foi a vez da professora do curso de direito da Universidade de Brasília (UNB), Débora Diniz, explicar às mães sobre os direitos previdenciários dos bebês com microcefalia.

A coordenadora do evento, a psicóloga Jaqueline Loureiro, explicou que os encontros serão periódicos e que a necessidade da realização destes momentos surgiu das próprias mães, durantes os grupos de ajuda mútua que acontecem semanalmente no ambulatório de microcefalia. “Inicialmente, nestes encontros, vamos trabalhar as questões informativas, trazendo sempre especialistas para que elas compreendam as consequências da síndrome. A ideia é que também possamos realizar encontros voltados para a integração e troca de experiências entre as famílias”, informou.

O prefeito Romero Rodrigues e a primeira-dama do município, a médica Micheline Rodrigues, participaram da abertura do encontro, no Rosil Cavalcante. Romero destacou que, além do tratamento para os bebês, a Prefeitura também está garantindo benefícios sociais para as famílias das crianças. “Garantimos um transporte exclusivo para deslocamento das mães que moram em Campina Grande durante os dias de atendimento no ambulatório. Também vamos destinar casas do Complexo Aluízio Campos, dentro de critérios sociais, para as famílias que ainda não possuem residência própria”, assegurou.

Desde que começou a funcionar, em novembro de 2015, o ambulatório especializado já está atendendo 38 bebês com microcefalia de Campina Grande e de outras cidades paraibanas. Para o acompanhamento das crianças, a Prefeitura disponibiliza atendimentos com neurologista, fisioterapeuta, otorrino, oftalmologista e pediatra.

Fonte: Codecom

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