Pesquisas e a atuação rápida colocaram Campina Grande no centro das discussões sobre a Microcefalia

ronaldo_maes_microcefalia_aluisio_campos Um dos grandes desafios enfrentados pelo governo municipal de Campina Grande durante o primeiro mandato de Romero Rodrigues, para além da crise financeira e da crise hídrica, foi o surgimento dos casos de microcefalia provocados pelo vírus da Zika. As primeiras suspeitas de que os casos estavam fora do normal foram levantadas no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea).ministro_saude_mindesenvolvimentos_agrario_microcefalos_pedro_i

Desde as primeiras dúvidas dos médicos do Isea, em outubro de 2015, toda a Prefeitura passou a colaborar nas investigações para identificar o problema do aumento alarmante de malformações. A médica especialista em medicina fetal, Adriana Melo, realizou pesquisas que comprovaram a associação da microcefalia com o Zika. A pesquisadora recebeu uma bolsa de estudos da Prefeitura, que também financiou a realização dos exames necessários às pesquisas.maes_bebe_microcefalia

Já no mês de novembro um Ambulatório Especializado foi criado no Hospital Municipal Pedro I para atender os bebês que nasceram com a síndrome. No serviço, as crianças fazem fisioterapia e terapia ocupacional. Elas também são atendidas por uma equipe multidisciplinar e passam por consultas periódicas com neurologista, oftalmologista e otorrinolaringologista.fisioterapia_maes_microcefalia

No início da epidemia eram pouco mais de 20 crianças atendidas no ambulatório do Pedro I. Atualmente, o número de bebês chegou a 125, sendo 27 de Campina Grande e os demais de outras cidades paraibanas. Além das crianças, o ambulatório ainda faz o acompanhamento das gestantes que apresentaram sintomas de zika na gestação. Mais de mil grávidas já foram atendidas no serviço, que é totalmente custeado pela Prefeitura.festa_criancas_microcefalia

O trabalho desenvolvido na cidade virou referência para o mundo todo. Hoje, Campina Grande faz parte de todos os projetos importantes de formação de profissionais de saúde e até de educação. O projeto Redes de Inclusão, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), é desenvolvido em Campina e Recife (PE). Os resultados dos métodos definidos aqui para o acompanhamento aos casos são disseminados no mundo inteiro.maes_microcefalia_treinamento_1_primeiros_socorros

Campina Grande ainda foi incluída no projeto Zikalab, também desenvolvido pelo Unicef e pela Organização Panamericana de Saúde, além de outros parceiros. A iniciativa, realizada em apenas seis cidades brasileiras, capacitou profissionais da Atenção Básica para o cuidado às gestantes com sintomas do zika e às crianças com microcefalia nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).microcefalia

A Secretaria Municipal de Saúde também firmou uma ação conjunta com a Secretaria de Educação, que preparou toda a sua rede de educação infantil para receber os bebês com os distúrbios da Síndrome Congênita do Vírus Zika, a partir de 2017, desde professores a cuidadores e funcionários das creches infantis. Outra medida adotada pela Prefeitura foi a eserva de moradias do Complexo Habitacional Aluízio Campos para as mães de bebês com microcefalia.microcefalia_bebe

O cuidado humanizado com estas crianças e as ações da Prefeitura chamaram a atenção do mundo inteiro para Campina Grande, atraindo os olhares da imprensa internacional. O trabalho desenvolvido no Ambulatório Especializado do Hospital Municipal Pedro I foi destaque nas manchetes do The New York Times, The Wall Street Journal, da rede de TV Britânica BBC e das principais agências como a Reuters e a Associated Press.

Fonte: Codecom

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Time limit is exhausted. Please reload the CAPTCHA.

TOPO