Plano de Contingência para 2015 da Defesa Civil começa a ser elaborado

Ruiter_DCEquipes da Defesa Civil iniciarão neste mês de novembro o Plano de Contingência 2015 para Campina Grande, documento onde estará elencado o conjunto de procedimentos e ações necessárias para atender as emergências em decorrência de chuvas mais intensas. No plano, constarão as responsabilidades e atribuições dos órgãos públicos municipais e do Corpo de Bombeiros. A elaboração envolve representações de diferentes setores, apontando suas atribuições e responsabilidades.

Há também a participação da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), que comunica à Defesa Civil as alterações de tempo e clima, alertando sobre as possibilidades de ocorrências mais graves. O coordenador da Defesa Civil de Campina Grande, Ruiter Sansão, explicou que a elaboração do Plano de Contingência acontece normalmente em novembro, visto que, em Campina, é comum a ocorrência de fortes chuvas no início de cada ano.

“O período mais preocupante de chuvas ocorre de março até maio. Sendo que, historicamente, ocorrem chuvas intensas no início de janeiro. Por isso, a necessidade de formatação desse plano ainda em novembro, para que cada órgão e setor do sistema municipal saibam qual a sua atuação em casos emergenciais”, disse. Na elaboração do plano, constarão os recursos materiais, humanos e a parte logística.

O plano será montado em função de previsões pluviométricas e das características do risco ambiental das áreas de assentamentos precários. Em Campina, são consideradas áreas de risco partes do bairro do Cruzeiro, Pedregal, Rosa Mística, Vila dos Teimosos, Catingueira, Tambor e Bairro das Cidades. No entanto, o plano pode sofrer alterações a cada ano, em função da inserção de novas áreas de risco. Foi o que ocorreu no Catolé, onde praticamente não havia ocorrências. A situação foi modificada com o surgimento de alagamentos.

No documento, constarão as atuações das Secretarias de Obras (contingenciamento de recursos), Serviços Urbanos e Meio Ambiente (com relação aos sistemas de micro e macro drenagem), Saúde (vacinação da equipe da Defesa Civil e das comunidades residentes em áreas atingidas pelas chuvas), Semas (aluguel social e a retirada de moradores de áreas críticas), Corpo de Bombeiros (resgate às pessoas que estão em situação de risco).

ANÁLISE – O Plano de Contingência deverá ser concluído no final deste mês e cópias serão encaminhadas ao Ministério Público Estadual, Câmara de Vereadores e à União Campinense de Equipes Sociais (Uces) para que análise e fiscalização das ações. No caso da Uces, as considerações são feitas por lideranças comunitárias (das Associações de Moradores ou Clubes de Mães).

Segundo Ruiter Sansão, após análise do plano, as representações da sociedade civil organizada poderão apresentar sugestões e propor modificações. “A meta é fazer com que esses órgãos fiscalizem e exijam o cumprimento fiel desse plano de contingência. A comunidade também poderá ter conhecimento do plano, com apontamento de críticas e sugestões”, ressaltou Ruiter.

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