PMCG estrutura setor de hemodiálise do Hospital Dr. Edgley

hemodialiseDesde que teve os serviços municipalizados, em fevereiro deste ano, o Hospital Municipal Dr. Edgley Maciel, em Campina Grande, vem passando por uma reestruturação da área de nefrologia. O setor ganhou dez novas máquinas para hemodiálise, além de um equipamento portátil de osmose reversa que permite ao paciente ser transportado para outra unidade hospitalar ainda em processo de diálise ou mesmo fazer as sessões estando na Unidade de Tratamento Intensivo, UTI. Os equipamentos, de última geração, foram adquiridos com recursos próprios da Prefeitura.

As máquinas de hemodiálise fazem a função do rim filtrando a água e as substâncias do sangue, quando o órgão do corpo humano não consegue fazer a função. Além delas, foram adquiridas vinte poltronas específicas para o procedimento. As acomodações são acopladas aos aparelhos e também são reclináveis, evitando o uso de macas em casos de remoção do paciente. Elas ainda possuem roldanas para facilitar o deslocamento, possibilitando maior conforto para os usuários do serviço.

Por mês, são atendidos no setor de nefrologia do Dr. Edgley mais de 150 pacientes, que passam pelo processo de hemodiálise durante três dias da semana. O espaço ganhou recentemente uma sala exclusiva onde são dialisados os pacientes portadores da Hepatite C. A Secretaria Municipal de Saúde está preparando salas separadas para pacientes com hepatite B e para os casos de diálise peritoneal, que é feita pela barriga. Esta última vai possibilitar que o paciente possa optar por esse tipo de procedimento durante o tratamento.

Também foram instalados nas enfermarias do setor aparelhos de ar-condicionado e televisores. O espaço ainda passou por reforma e ganhou pintura nova. Além das mudanças na estrutura, a alimentação oferecida aos usuários foi reformulada. “Antes, era uma dieta somente com carboidratos, e agora temos um nutricionista que direciona a alimentação até de forma particular, com pratos específicos para os pacientes, com fruta, sucos, peixe, sopas, por exemplo”, explicou a diretora geral do hospital, Ilka Nunes.

O senhor Pedro Fernando da Silva, de 63 anos, foi informado no fim de agosto deste ano que precisaria passar pelo procedimento e já recebeu o atendimento após a reestruturação do hospital. “Eu tenho fé em Deus que vou ficar bom e agradeço a ele por contar com esse serviço tão bem feito. A equipe é muito educada e atenciosa e eu me sinto muito bem aqui”, assegurou.

Municipalização – A decisão da Prefeitura de municipalizar os serviços do Hospital Dr. Edgley, que era privado e estava ameaçado de fechar as portas, aconteceu fundamentalmente por causa da hemodiálise. “Nós não podíamos perder este atendimento de hemodiálise para tantas pessoas da cidade e de outros municípios. Os hospitais privados credenciados pelo SUS e que prestam este atendimento ficariam superlotados, sem condições de atender a demanda. Desta forma, evitamos não só o fechamento do hospital, mas, principalmente, respeitamos o direito à vida daquelas pessoas”, garantiu o prefeito Romero Rodrigues.

O prefeito conta ainda que levou em consideração o pedido dos pacientes do setor de nefrologia do Dr. Edgley para que eles pudessem continuar o tratamento no hospital. Foi o caso da aposentada Lourdes Marcílio, 66, que faz hemodiálise há dez anos. “Fiquei apreensiva quando soube que o hospital estava prestes a encerrar os atendimentos. Aqui é uma segunda casa para todos nós, que fazemos hemodiálise, pois passamos várias horas nas máquinas. Por isso, foi muito importante a manutenção do funcionamento do hospital, sem falar que muita coisa mudou para melhor depois que a Prefeitura assumiu a administração”, relatou, emocionada.

Investimentos – Além de manter e reestruturar os serviços que já existiam no Dr. Edgley, a Prefeitura Municipal de Campina Grande está ampliando os atendimentos na unidade. Após a municipalização, passaram a funcionar no hospital o Serviço Municipal de Fisioterapia e uma clínica médica, onde são realizados exames e consultas em diversas especialidades, como neurologia, endocrinologia, otorrino e reumatologia, por exemplo.

Outra novidade é que, no início deste mês, foi implantado no Dr. Edgley o Serviço Hospitalar de Referência para atenção às pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, que conta com vinte leitos para internação. No local, os pacientes ainda contam com um espaço de convivência humanizado para recreação e desenvolvimento de atividades lúdicas.

De acordo com a secretária municipal de saúde, Lúcia Derks, o Dr. Edgley é o único hospital geral da Paraíba a contar com esta modalidade serviço em saúde mental. “Esta e outras iniciativas na saúde pública campinense refletem o modelo de gestão responsável do prefeito Romero Rodrigues. À medida que amplia os investimentos próprios na saúde, que já ultrapassa 25%, quando o teto mínimo estabelecido pela legislação é de 15%, a Prefeitura aumenta sua responsabilidade com o gerenciamento e a qualidade dos serviços de saúde, inclusive os de média e alta complexidade”, comemorou.

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