Prefeito e superintendente da Infraero buscam solução para abastecimento de aviões de grande porte

Romero_rep_infraeroCampina Grande enfrenta dificuldades por conta da ausência, no Aeroporto João Sussuna, de uma empresa distribuidora de combustíveis que possua uma das marcas ou “bandeiras” exigidas pelas empresas aéreas de grande porte. Esse problema impede a ampliação da ponte aérea entre a cidade e os maiores centros do país. É que as mais importantes companhias do setor aéreo querem abastecer apenas em locais que forneçam um combustível certificado por alguma bandeira reconhecida nacionalmente, a exemplo da Shell ou da BR.

Caso essa dificuldade seja superada, poderá ser conquistada a ampliação do número de voos de longa distância entre Campina Grande e as maiores cidades do Brasil, a exemplo do Rio de Janeiro e Brasília. O assunto foi tratado na manhã desta terça-feira, 1º. de março, no gabinete do superintendente local da Infraero, Roberto Germano de Araújo. O encontro contou com a presença do prefeito Romero Rodrigues. Ao seu lado, estavam os secretários Geraldo Nobre (Sesuma) e Luiz Alberto Leite (Desenvolvimento Econômico); superintendente da STTP, Félix Neto e outras autoridades.

O superintendente da Infraero, Roberto Araújo, afirmou que a grande reclamação das empresas é a dificuldade de abastecimento, pois elas saem de outros estados com sobrecarga de combustível. “Diante disso, a reunião foi muito proveitosa, ficando evidente a sensibilidade do prefeito em ajudar a cidade e o seu aeroporto, levando-se em conta que as companhias aéreas de grande porte só querem abastecer em empresas “embandeiradas”, o que não é o caso atual de Campina Grande. Hoje, o posto local atende apenas as empresas de pequeno porte”, afirmou.

De acordo com Romero Rodrigues, esse problema dificulta a concretização de um voo charter, para Campina Grande, no período junino. “O dólar subiu e isso oxigena o turismo interno. As demandas surgem, mas a distribuidora de combustíveis, no aeroporto João Suassuna, não tem nenhuma bandeira e as grandes empresas não trabalham desta forma”, ressaltou o prefeito.

Segundo Romero, a meta é que seja estabelecida uma saída conjunta para o caso, podendo isso ser feito por meio, por exemplo, de medidas junto ao Judiciário Federal. Essa iniciativa deverá ser tomada pela Procuradoria Geral do Município, que vai questionar, judicialmente, o contrato de abastecimento em vigor no Aeroporto João Suassuna, atuando, assim, em nome do interesse coletivo.

“O certo é que não se pode criar reserva de mercado, prejudicando a cidade e a população, dificultando o desenvolvimento econômico, mesmo porque a comunidade é forçada a se deslocar a João Pessoa ou Recife, onde estão os dois aeroportos mais próximos. Também estão em jogo outras grandes questões, como a segurança de quem precisa utilizar o transporte aéreo em nossa cidade”, concluiu o prefeito campinense.

Fonte: Codecom

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