Prefeitura de Campina inicia serviço para gestantes com bebês com microcefalia

gestantes_microcefaliaA Prefeitura Municipal de Campina Grande iniciou nesta segunda-feira, 23, o serviço de referência para as gestantes com suspeitas de Zika ou com diagnóstico de bebê com microcefalia. O ambulatório funciona no Hospital Municipal Pedro I e no primeiro dia de atendimento 17 mulheres foram recebidas e duas foram diagnosticadas com bebês com a malformação congênita.

O espaço de dois consultórios funciona com obstetra, enfermeiro, pediatra, neuropediatra, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, psicólogo e assistente social. As grávidas com suspeita de Zika são encaminhadas pelas Unidades Básicas de Saúde para o Pedro I, onde recebem assistência especializada, passam por exames e, em caso de confirmação de microcefalia, começam a receber acompanhamento e a fazer o pré-natal no hospital.

Nos casos de gestantes que já fizeram ultrassonografia no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida – ISEA, e ficou comprovado que o feto apresenta a malformação, os especialistas do serviço de referência do Pedro I fazem o acompanhamento do desenvolvimento da gravidez e verificam as mudanças provocadas na gestação e no bebê.

O hospital tem um laboratório neurológico onde os médicos especialistas avaliam o grau de comprometimento funcional de cada criança. Após o nascimento, o ambulatório servirá também para acompanhamento das crianças, diminuindo as limitações e tratando as sequelas dos problemas.

O serviço faz parte de um pacote de medidas anunciado pelo prefeito Romero Rodrigues para enfrentar o surto de microcefalia na região de Campina Grande. Além disso, o ISEA também realiza ultrassonografias e os exames específicos necessários nos casos de microcefalia.

O Ministério da Saúde emitiu um estado de emergência em saúde no país por causa do número de casos de microcefalia em estados do Nordeste. A hipótese de a anomalia em crianças ser provocada pelo Zikavírus foi fortalecida depois que a especialista em medicina fetal do ISEA, Adriana Melo, coletou líquido amniótico em duas gestantes paraibanas e a Fundação Oswaldo Cruz atestou a existência do vírus no útero.

Em função disso, o prefeito Romero Rodrigues determinou também a realização de mutirões em toda a cidade para combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. Foram adquiridos materiais, a exemplo do larvicida que estava em desabastecimento por parte do Ministério da Saúde, e a Secretaria Municipal de Saúde iniciou o trabalho de conscientização e de combate à endemia nesta segunda-feira no bairro das Malvinas.

Fonte: Codecom

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