Prefeitura discute com feirantes cuidados na comercialização de carnes

carne_gevisa_A Prefeitura Municipal de Campina Grande promoveu uma reunião entre comerciantes da feira central e representantes das secretarias de Saúde, Agricultura e Serviços Urbanos para discutir e promover melhorias na qualidade da comercialização de carnes nos mercados públicos da cidade. Na pauta estava o funcionamento do Sistema Municipal de Inspeção (SIM) e alternativas para a melhoria das condições de higiene para o transporte, armazenamento e venda da carne produzida no município.

A reunião aconteceu na tarde desta segunda-feira, dia 12, no Centro de Ciência e Tecnologia Linaldo Cavalcanti. Participaram do encontro o secretário de Agricultura, Fábio Agra Medeiros, a inspetora de fiscalização da Gerência de Vigilância Sanitária, Morgana Targino, e o coordenador de feiras e mercados da Secretaria de Serviços Urbanos, César Galvão, além de feirantes e representantes de entidades de classe.

A representante da Vigilância Sanitária defendeu o estabelecimento de parcerias com os feirantes e solicitou o apoio da categoria para a manutenção da higiene dos pontos de venda de carne. “Pedimos a ajuda dos comerciantes para garantir a qualidade e a limpeza para atendermos bem os consumidores da cidade e recebermos bem os turistas que visitam nossa feira, patrimônio cultural”, argumentou Morgana Targino.

O secretário de Agricultura garantiu que as soluções para o problema serão construídas através do diálogo com os comerciantes e consumidores. “A conscientização dos feirantes é essencial para melhorar o produto que é comercializado nas grandes feiras do município, principalmente após as reformas nos mercados. Não queremos punir os que estão em situação irregular, mas sim conscientizá-los a vender um produto de qualidade”, afirmou Fábio Agra Medeiros.

Para o coordenador de feiras e mercados da Sesuma, o problema também é cultural. “Temos feito o trabalho de limpeza, mas muitas vezes percebemos que logo após o local ter sido limpo ainda há comerciantes que jogam restos de carne pelo chão e não seguem outras normas. É preciso conscientização, pois só assim essa realidade vai mudar. Todos temos de fiscalizar, sejamos consumidores ou comerciantes”, propõe César Galvão.

Vários comerciantes também expressaram durante o encontro suas solicitações e sugestões. O presidente da Associação dos Comerciantes da Feira Central, Cícero Pereira, defendeu que a melhoria na infraestrutura realizada pela prefeitura deve vir acompanhada da conscientização dos feirantes.

“A Vigilância Sanitária tem feito as inspeções, fiscalizando e orientando os comerciantes, e muitos estão mudando as práticas. Mas é um trabalho difícil de reeducação também do consumidor. Tem freguês que não gosta, por exemplo, de comprar carne refrigerada. Estamos fazendo reuniões mensais com os feirantes e estamos dispostos a colaborar com a melhoria da qualidade”, garantiu.

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