Prefeitura firma parceria com instituto para realização de pesquisas no Hospital Pedro I

microcefalia_ultrasomA Prefeitura de Campina Grande firmou uma parceria com o Instituto de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto (Ipesq) para a realização de pesquisas no Hospital Municipal Pedro I. Os estudos serão relacionados à síndrome da zika congênita, que provoca atrofias cerebrais em bebês, a exemplo da microcefalia. A Secretaria Municipal de Saúde cedeu duas salas do hospital para as atividades do Ipesq, sendo uma delas para a realização de ultrassonografias em gestantes com suspeita de zika. O aparelho de ultrassom foi doado ao instituto pela empresa Samsung.

As pesquisas do Ipesq estão sendo comandadas pela médica Adriana Melo, que ficou conhecida internacionalmente após comprovar a relação do zika com os casos de microcefalia. Especialista em medicina fetal e presidente do Instituto, a pesquisadora destacou que, desde o início do surto dos caos de microcefalia, vem recebendo total apoio da Prefeitura Municipal. “Quando começaram a surgir as nossas primeiras inquietações, Campina Grande abraçou a causa e nos foi colocada estrutura para pesquisa para que pudéssemos fazer o diagnóstico intra-uterino dos novos casos”, lembrou.

A secretária municipal de saúde, Luzia Pinto, destacou a contribuição do Ipesq nas discussões para elaboração dos fluxos de notificação dos casos de microcefalia relacionados ao zika, como também na criação do ambulatório especializado do Hospital Pedro I. “Com o apoio o instituto, Campina Grande conseguiu sair na frente das pesquisas, nos dando um norte para enfrentar a epidemia de zika e capacitar nossos profissionais, tanto da rede hospitalar quanto os da Atenção Primária”, reconheceu.

Com a parceria do Ipesq e a doação do aparelho de ultrassonografia, os exames das gestantes, que apresentaram sintomas de zika, passam a ser realizados no próprio hospital. Antes, os procedimentos estavam sendo feitos em serviços conveniados.  Implantado em novembro do ano passado o serviço de assistência do Pedro I, que também conta com o apoio da UniFacisa, já atendeu mais de 500 mulheres.

Fonte: Codecom

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