Probem já levou mais de 600 estudantes carentes ao Ensino Superior Programa é fruto de convênio Prefeitura e faculdades particulares

Um exemplo de como em momento de crise a criatividade pode fazer toda a diferença é o Programa Municipal de Bolsa de Estudos – Probem, criado em 2015, por iniciativa do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, quando o Fies estava reduzindo pela metade o número de beneficiários em todo o país. O programa favorece estudantes universitários oriundos da rede municipal de ensino de Campina Grande.

No semestre em que foi aberto, conforme o edital inaugural da Unifacisa, primeira parceira do Programa, o Probem chegou a oferecer um maior número de vagas do que o próprio Fies havia liberado para aquela instituição. Só na Unifacisa, nas duas primeiras edições mais de 780 candidatos se inscreveram para as 134 vagas iniciais. Todas foram preenchidas. Atualmente, com outras instituições de ensino superior envolvidas, são mais de 600 beneficiados em cursos na área da saúde, tecnologia e das ciências humanas.

O Probem é um programa que concede bolsas de estudo para alunos que concluíram o Ensino Médio em Campina Grande, em escola pública ou particular com bolsa integral, e que residam no município há pelo menos um ano. Além disso, a proposta do programa é conceder ao cidadão campinense a oportunidade de continuar estudando, viabilizando a ascensão ao ensino superior de qualidade. Vale ressaltar que o Probem  não é financiamento, portanto, ao contrário do acontece com os contratos do Fies, os contemplados não precisarão pagar ao Governo ao final do curso.

A ideia foi tão bem sucedida que outras cidades estão fazendo parcerias tais quais as de Campina, como Recife, por exemplo, que criou o ProUni Recife. “O Probem é a possibilidade que encontramos para poder ajudar as pessoas que mais precisam. Jovens egressos de escolas públicas municipais que talvez não teriam acesso ao ensino superior, e a prefeitura possibilitou, através do programa, que essas pessoas tenham seus estudos totalmente custeados”, disse o prefeito Romero Rodrigues. Ele também ressaltou que os selecionados são escolhidos por mérito, pois estudaram na rede municipal, se prepararam e obtiveram uma boa nota no Enem.

Estudantes comemoram acesso ao ensino universitário

Para quem já conquistou a bolsa, o Probem é uma grande oportunidade. É o caso de Samuel Andrade Leite, de 18 anos, aprovado este ano em 4º lugar para o curso de Administração. Para ele, a conquista da bolsa trouxe um grande alívio para a família, uma vez que no momento de crise é um gasto a menos para todos. “Eu sempre quis fazer Administração, quero ser empreendedor, então é uma oportunidade de aprender mais, se não tivesse sido aprovado teria que esperar mais um ano por uma Universidade Pública”, disse.

A oportunidade de acesso ao ensino de qualidade também está sendo experimentada por Thomas Eduardo da Silva, selecionado para o curso de Jogos Digitais. “Eu espero gostar muito do curso, como só tem aqui em Campina Grande, e sendo gratuito através da bolsa é ainda melhor. Esse é um Projeto muito bom”, afirmou.

Francineide Sousa Bezerra, estudante do curso de Fisioterapia e contemplada pelo Probem, estava há 27 anos sem estudar e por meio do programa teve a oportunidade de recomeçar. “Essa oportunidade que me foi dada é a realização de um sonho, é semelhante à descoberta de uma criança no seu primeiro dia de aula. Então, para mim, é um recomeço, é uma mudança total na minha vida e na vida da minha família. Tudo mudou na minha casa, inclusive na do meu esposo, que também estava parado, e em virtude dessa bolsa que conquistei, retornou a estudar”, comemorou.

Probem supera expectativas

Tradicionalmente os alunos que entram pelo Probem apresentam desempenho acima da média, o que significa que o programa tem experimentado um tripé com funcionamento exitoso, uma vez que Prefeitura, Universidade e aluno estão fazendo cada um a sua parte em nome da ampliação do acesso ao ensino superior.

“A educação é o melhor instrumento de transformação social e, através do programa, modificará a vida da família dos alunos, e, a longo prazo, modificará a vida da nossa sociedade, diminuindo todos os índices perversos que temos, da educação, saúde, pouca renda, desemprego, entre outros”, avaliou o chanceler da Unifacisa, o médico e empresário Dalton Gadelha.

Os estudantes que ingressaram nos primeiros editais do Programa apresentam desempenho acima da média, fazendo jus a oportunidade de acesso a um ensino de qualidade por meio de bolsa de estudo. Para a reitora da Unifacisa, professora Gisele Gadelha, o programa tem destacada importância social.

“Julgamos o projeto um sucesso. O acompanhamento dos alunos é constante e comprovamos que o desempenho deles é exemplar. Graças a sensibilidade do prefeito Romero Rodrigues, estudantes de todas as classes sociais da nossa cidade estão sendo incluídos no ensino superior”, destacou.

Procurador destaca importância do Probem

O Probem é gerenciado pela Procuradoria geral do município, tendo a frente o procurador José Mariz. Segundo ele, a iniciativa do prefeito Romero Rodrigues tem grande importância social porque os estudos de quem não podia se matricular numa faculdade privada são garantidos totalmente pelo município e ninguém vai pagar nada depois de concluído o curso. “Trata-se, portanto, de uma bolsa financiada cem por cento pelos cofres públicos municipais. Não é como o Fieis em que o estudante financia e depois tem que pagar os seus estudos”, explicou.

Outro aspecto importante destacado por Mariz é o fato da inexistência de ingerência política no programa. “O critério de escolha é pela melhor nota do Enem, não havendo, assim, qualquer interferência política por parte de lideranças municipais”, garantiu o procurador.

Segundo ele, atualmente as principais universidades particulares de Campina Grande estão conveniadas com o Probem (Nassau, UniFacisa, Unesc e Cesrey), isto porque, conforme lembrou, “foi uma necessidade também das escolas privadas que estavam, em 2014, praticamente tentando fechar vários postos de trabalho, mas o prefeito buscou conciliar uma coisa com a outra, propiciando formação universitária e mantendo os postos de emprego na cidade. As escolas, com isso, pagam o imposto (ISS) por meio da prestação de serviços”.

Fonte: Codecom

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