Profissionais recebem capacitação para diagnóstico precoce do câncer

lucia_oficina_cancerCom o objetivo de acelerar o início do tratamento de pacientes com câncer, a Secretaria de Saúde da Prefeitura de Campina Grande realizou uma oficina com profissionais da Rede de Atenção Básica do Município para promover ações de diagnóstico precoce da doença. A capacitação aconteceu nesta quarta-feira, dia 30, no auditório da Vila do Artesão. Mais de 100 profissionais participaram do evento.

A Secretária de Saúde do Município, Lúcia Derks, fez a abertura do encontro, destacando o papel das equipes de saúde da família na identificação do câncer ainda no estágio inicial da doença. “O cuidado ao paciente com câncer começa na atenção básica, com a orientação e o encaminhamento ao tratamento logo após o diagnóstico. Só assim poderemos cumprir os prazos para o início do tratamento”, orientou.

Mais de 100 profissionais de saúde participaram das oficinas, divididos em dois turnos. Durante a oficina, a médica oncologista Franciane Maia apresentou orientações que permitam o diagnóstico precoce dos três tipos da doença com mais incidência: câncer de mama, de colo de útero e de próstata.

“O papel da Unidade Básica de Saúde é informar e facilitar o encaminhamento para o serviço de referência quando necessário. Os profissionais devem estar atentos aos primeiros sintomas para acelerar o diagnóstico. Se atuarmos precocemente, podemos obter a cura ainda na fase pré-maligna na doença, em caso como, por exemplo, do câncer do colo de útero”, esclareceu Franciane Maia durante a palestra.

Os dados sobre o funcionamento da rede de atenção ao paciente oncológico foram apresentados pela enfermeira Ioneide Santana, do setor de planejamento e regulação da Secretaria Municipal de Saúde. Campina Grande recebe pacientes de 187 municípios da Paraíba pactuados para o tratamento do câncer. Atualmente, 691 pacientes estão sendo tratados em Campina Grande.

“As equipes de Saúde da Família são o alicerce da detecção precoce e do início do tratamento. Mas é preciso também realizar um acompanhamento constante mesmo após o início do tratamento, pois se trata de pacientes que enfrentam um tratamento difícil e precisam de orientação nesse processo. As unidades básicas também devem atuar na identificação da origem desses pacientes”, orientou Ioneide Santana.

A oficina também discutiu a detecção precoce de câncer infantil, com a oncologista pediátrica Renata Gurgel. A enfermeira e consultora técnica Pollyana Vilar apresentou informações sobre os cuidados com os pacientes ostomizados. À tarde, houve ainda a apresentação de dicas de nutrição para pacientes com câncer.

 Prazos – A oficina atende a uma recomendação do Ministério da Saúde. A capacitação visa garantir o cumprimento da Lei Federal 12.732/2012, que determina um prazo de 60 dias para o início do tratamento do paciente com diagnóstico de câncer. O prazo começa a contar a partir da data em que foi emitido o laudo ou exame que diagnosticou a doença.

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