Programa Saúde em Casa entrega medicamentos a quase 10 mil pessoas em Campina

O Programa Saúde em Casa já cadastrou quase 10 mil pessoas em Campina Grande para receberem medicamentos nas suas residências. Iniciado em 2015, o projeto visa dar mais comodidade aos pacientes de doenças como hipertensão e diabetes que fazem uso de remédio contínuo para que eles não precisem se deslocar até a Unidade Básica de Saúde para receber o medicamento.

Nestes dois anos de funcionamento foram cadastradas 9.735 pessoas. O objetivo é cadastrar 12 mil pessoas, que corresponde ao número de pacientes com hipertensão e diabetes que fazem tratamento pela Rede Básica de Saúde na cidade. Ou seja, 81,13% dos diabéticos e hipertensos de Campina Grande já recebem seus medicamentos no conforto dos seus lares.imagem

De acordo com o Gerente de Atenção Básica, Miguel Dantas, os usuários das UBS são informados no momento em que apresentam as requisições para receberem os remédios nas unidades sobre a possibilidade de envio direto para a casa e a maioria prefere a comodidade da entrega em domicílio. A cada 90 dias o paciente precisa passar por avaliação médica na unidade e a cada 180 dias a receita precisa ser renovada.

Além disso, os beneficiados com o programa também precisam participar das atividades realizadas pelas Equipes de Estratégia de Saúde da Família da sua comunidade, como as campanhas de vacinação, as ações de prevenção e promoção da saúde e outras atividades desenvolvidas nas UBS. “É uma forma de garantir que eles estão se prevenindo e estão sendo acompanhados periodicamente pela equipe multidisciplinar da Saúde da Família”, explicou Miguel.

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Os medicamentos são destinados principalmente a pacientes com alto colesterol, hipertensão, diabetes, excesso de triglicerídeos e outros. Tem entrega de medicamentos para quase 80% dos problemas identificadas nas Unidades Básicas de Saúde, de acordo com o Gerente de Atenção Básica.

O programa contempla os moradores que estão nos bairros englobados pelos Distritos Sanitários I, III, IV e V. O bairro com maior número de cadastrados é o José Pinheiro (902). A maioria do público, 68,89%, é de mulheres e 29,94% são homens. A maior faixa etária dos beneficiados é de 61 a 70 anos de idade. “São pessoas que, pela idade e pelas complicações das doenças, têm dificuldade de dirigir-se rotineiramente às unidades de saúde e essa entrega em casa facilita a vida dessas pessoas”, avaliou Miguel Dantas.

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A medicação é entregue por motoqueiros da Secretaria Municipal de Saúde, até na zona rural do município. Os remédios ficam armazenados na Central de Abastecimento Farmacêutico, inaugurada no ano passado. A CAF cuida de toda a logística. Os medicamentos são embalados exatamente da forma como foram receitados pelo médico, com o medicamento prescrito e o número exato da dosagem. O nome do paciente fica impresso na embalagem. “Isto também é bom porque evita desperdício de remédios, o tratamento é feito da forma receitada, evita automedicação, na medida em que não sobra para outras pessoas da família usarem, e ainda representa redução de custos para a Secretaria de Saúde”, disse Miguel.

“A proposta é humanizar o atendimento, mas lembrando que os pacientes precisam continuar sendo acompanhados pelas equipes da Saúde da Família, que realizam visitas rotineiras por meio dos Agentes Comunitários de Saúde”, disse a Secretária de Saúde, Luzia Pinto. Outra medida parecida tomada pela gestão atual foi a possibilidade de trocar sonda vesical na casa dos pacientes, evitando que eles se deslocassem para hospitais com o desconforto das sondas para fazer uma mera troca de material.

Fonte: Codecom

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