Projeto Zikalab é lançado em Campina Grande

dra_luzia_zikalabFoi lançado na noite da última segunda-feira, 17, em Campina Grande o projeto Laboratório de Formação do Trabalhador da Saúde no Contexto do Vírus Zika (Zikalab). Mais de 200 profissionais de saúde que vão receber a capacitação assistiram à apresentação do curso de formação e receberam as primeiras informações. O lançamento foi na Escola Superior de Aviação Civil (Esac), no bairro do Catolé, onde serão ministradas as aulas.

O Instituto de Pesquisa e Apoio ao Desenvolvimento Social (IPADS) apresentou as diretrizes do curso de 60 horas, que será dividido em seis módulos, com temas que vão desde gestão em saúde, saúde da mulher e da criança, prevenção ao Zika até estimulação precoce para o recém-nascido com microcefalia e outros distúrbios.

Campina Grande é uma das seis cidades brasileiras que recebem o projeto, que além do IPADS é organizado também pelo Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e a empresa Johnson & Johnson. Em Campina Grande, a Prefeitura Municipal apoia o projeto.

“O objetivo é capacitar, de forma padronizada, esses profissionais para que o atendimento seja uniforme em todo o país, desde o primeiro contato até os tratamentos mais complexos. Campina Grande é uma cidade importante para o Zikalab porque avançou nas pesquisas e no tratamento da Síndrome Congênita do Vírus Zika. É uma das cidades com mais profissionais envolvidos e o resultado da formação certamente será muito bom”, disse o coordenador técnico do Zikalab, Thiago Trapé.

Das 200 vagas, a Prefeitura de Campina Grande reservou espaço para 31 municípios onde há ocorrência de crianças com a síndrome. As aulas começarão na próxima quinta-feira, 20, na própria ESAC, com turmas nos períodos da manhã e da tarde. As aulas seguem nos dias 21, 24 e 25 de outubro, além de 8, 9, 10 e 11 de novembro.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância – Unicef, também participou do lançamento e apresentou o projeto Redes de Inclusão, que já vem sendo realizado, paralelamente, em Campina Grande na capacitação não somente de profissionais de saúde, mas também de agentes educacionais, de cuidadores e dos próprios familiares das crianças.

A Secretária Municipal de Saúde, Luzia Pinto, ressaltou novamente o trabalho que vem sendo realizado no Ambulatório Especializado do Hospital Municipal Pedro I. No local são atendidas 117 crianças. “Apenas 16% das crianças são de Campina Grande. Nós decidimos, desde o momento em que abrimos o Ambulatório, no início do aumento de casos de microcefalia, abrir para todas as cidades, assim como estamos fazendo agora com o curso”, disse Luzia.

Por fim, a especialista em medicina fetal Adriana Melo destacou o serviço de referência da cidade e fez um alerta. “Das 117 crianças do Ambulatório, 86 têm microcefalia, mas o restante não tem. Essa síndrome não se resume à microcefalia e, em muitas cidades, as crianças que não têm o crânio menor não são destinadas para o serviço especializado por desconhecimento. Essa formação é importante também para informar os profissionais de saúde sobre isto”, disse.

Fonte: Codecom

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