Redes de Inclusão inicia capacitação sobre microcefalia

capacitacao_microcefalia_rede_inclusaoO projeto Redes de Inclusão, desenvolvido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), inicia esta semana a capacitação de profissionais da saúde, educação e assistência social de Campina Grande. Eles receberão orientações sobre ações de estimulação, que podem ser realizadas nas casas das famílias ou nas creches escolares para o desenvolvimento de crianças com Síndrome Congênita do Vírus Zika.

Na quinta-feira, 9, e na sexta-feira, 10, a partir das 8h no Centro Especializado em Reabilitação, será realizada a oficina que trata sobre estratégias de estimulação que podem ser desenvolvidas nas casas e nas creches. Devem participar do treinamento cerca de 30 profissionais da Atenção Básica à Saúde, da Rede de Educação Infantil e da Assistência Social do município.

Nesta quarta-feira, 8, os profissionais já se reuniram no Conselho Municipal de Saúde de Campina Grande para definir as diretrizes de outro módulo do projeto, que trata sobre a abordagem psicossocial a mulheres gestantes, famílias e cuidadores de crianças com a síndrome e outras deficiências. Esta oficina só será ministrada nos dias 13 e 14 de março.

O projeto quer definir os métodos de tratamento e acompanhamento aos bebês e às famílias e capacitar os profissionais. Para isso, o curso será realizado em módulos que totalizam 60 horas. As capacitações serão divididas em três eixos: apoio às gestantes, às famílias e aos cuidadores; capacitação de profissionais de saúde, educação e assistência social; e atenção integral, integrada e atuação em rede.

O projeto Redes de Inclusão é encabeçado pelo Unicef, em parceria com a empresa Johnson&Johnson, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), a Fundação Altino Ventura, o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e o Instituto de Pesquisa e Apoio ao Desenvolvimento Social (Ipads). O trabalho é desenvolvido em Campina Grande e em Recife para depois ser estendido para todo o Brasil.

No ano passado os representantes do Unicef e do Ministério da Saúde já estiveram em Campina Grande discutindo as diretrizes do curso que será ministrado esta semana e definindo os kits de objetos multisensoriais que devem ser utilizados pelos profissionais para a estimulação das crianças. Além do Redes de Inclusão, Campina Grande também sedia o projeto Zikalab, que também capacita profissionais de saúde de todo o estado para o acompanhamento, assistência e tratamento das crianças e das famílias.

A capacitação será no CER, serviço que passou a atender na semana passada as crianças com microcefalias e outros distúrbios causados pela síndrome, que antes eram acompanhadas no Ambulatório Especializado do Hospital Pedro I. O espaço atende mais de 130 crianças com microcefalia e conta com estrutura completa para a reabilitação motora, cognitiva, visual e auditiva das crianças.

Fonte: Codecom

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