“Samu na Escola” tenta diminuir número de trotes que atrapalham serviço

samu_escola_PMCGComeçaram nesta terça-feira (05) as atividades práticas do projeto “Samu na Escola”, que visa informar os estudantes da Educação Básica de Campina Grande da importância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – Samu 192 e, consequentemente, diminuir os índices de trotes. A iniciativa é uma ação das secretarias municipais de Saúde e Educação em parceria com o Ministério Público da Paraíba.

Várias escolas públicas e particulares receberão a visita dos membros do projeto, que é realizado pela primeira vez na cidade. Cada instituição tem uma semana com a presença dos profissionais da saúde passando orientações sobre o que fazer em situações de atendimento de urgência e como proceder em casos de emergência, tanto para estudantes quanto para professores e gestores da educação.

A primeira escola a ser contemplada com a iniciativa é a municipal Assis Chateaubriand, no bairro José Pinheiro. Cinquenta alunos das turmas do 1º ao 9º ano, com idades entre sete e quatorze anos, assistem durante manhã e tarde a aulas que dão noções de primeiros socorros, asfixia e reanimação, traumatismo, queimaduras, hemorragias e transporte de acidentados. As aulas são conduzidas por enfermeiras e estudantes de medicina.

Trotes – O “Samu na Escola” também tem a proposta de conscientizar as crianças e adolescentes para a necessidade de não cometerem trotes, o que compromete a qualidade do serviço prestado à medida que congestiona as linhas telefônicas e demanda ambulâncias para falsos atendimentos que poderiam estar salvando vidas.

De acordo com a coordenadora do projeto, Ann Gracielle Gomes, a maior parte dos 86 mil trotes que foram registrados somente nos sete primeiros meses deste ano em Campina Grande foi cometida por crianças. “Os horários em que mais se observam os trotes são exatamente os de intervalo das aulas das escolas ou no momento de saída dos alunos”, revelou.

“Este projeto é valioso porque nós somos testemunhas de como algumas crianças inconscientemente usam os aparelhos de telefones públicos para passar trotes, além de que eles vivem se machucando nas brincadeiras que realizam no colégio”, disse a diretora da escola Assis Chateaubriand, Albânia Alves.

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