SEMAS e Ministério Público do Trabalho lançam Ação Intersetorial do Maior São João do Mundo com a presença de Artistas

ACAO_-INTERSETORIAL_SEMASA Secretaria da Assistência Social da Prefeitura de Campina Grande e o Ministério Público do Trabalho lançaram nesta terça (31), a campanha “O Trabalho Infantil não dignifica ninguém” no Sítio São João no Bairro Catolé.

Também será feito um trabalho quanto ao combate à exploração sexual de crianças e adolescentes durante o período junino, considerada pela ONU uma das piores formas de exploração ao trabalho infantil, intensificando as ações no Parque do Povo, durante o Maior São João do Mundo.

Na ocasião, foram convidados alguns artistas que vestiram a camisa da campanha, como Amazam, o Poeta Francinaldo, Fabiano Guimarães, Capilé, Gitana Pimentel e Gabriel Diniz que gravou um vídeo em apoio a campanha.

A abertura do evento contou com a apresentação cultural do grupo de crianças e adolescentes do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos da Secretaria da Assistência Social que apresentaram o Xaxado.

A Secretaria da Assistência Social, o Ministério Público do Trabalho, Secretaria de Saúde e Educação da Prefeitura de Campina Grande, além da Vara da Infância do Ministério Público Estadual, Delegacia Especializada da Criança e da Juventude, Vara da Infância e Juventude e outras entidades que formam a REDECA (Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente) realizaram ações intersetoriais durante o período junino. A SEMAS fará todo o setor operacional da abordagem, orientação e encaminhamento necessários aos serviços que a situação demandar.

“Durante os 30 dias estaremos juntos desenvolvendo a ação de exploração ao trabalho infantil”, destacou em sua fala Uelma Alexandre, Coordenadora do Conselho de Proteção aos Direitos da Criança e do Adolescente em Campina Grande.

Já o cantor e Secretário da Cultura de Campina Grande Capilé, disse que “falar da exploração do trabalho infantil aqui no nordeste é uma coisa super seria, é cultural os pais levarem os filhos para trabalharem com eles”.

“Se tem aquela ideia, ainda secular, para crianças pobres: é melhor esta trabalhando, que esta roubando”, destacou o Procurador Eduardo Varandas.

De acordo com o MPT, o ano de 2015 foi realizado 204 atendimentos, enquanto que em 2014 esse número foi de 485. Houve redução no número de atendimento a crianças e adolescentes, na exploração do Trabalho Infantil e Exploração Sexual, a forma mais comum identificada foi a venda de mercadoria e trabalho com material reciclado.

Segundo o Procurador Raulino Maracajá, “é necessário enfrentar a cultura do trabalho infantil. A campanha é só o chamado, o mais importante é o que vem depois, precisamos fortalecer a nossa voz, para as crianças exploradas nas ruas”.

Os comerciantes que forem flagradas explorando o trabalho infantil no Parque do Povo serão descredenciados e não poderá renovar o cadastro para o próximo ano segundos os Procuradores Federais do Trabalho em Campina Grande.

“Pedimos a sociedade que vista a nossa camisa, nós precisamos das crianças nas escolas para que tenham qualidade de vida”, destacou Eva Gouveia, Secretária da Assistência Social.

Os casos de trabalho infantil e exploração sexual podem ser denunciados no Disque 100, que registra qualquer tipo de violação aos direitos humanos e a denúncia pode ser feita de forma anônima.

Foram confeccionados brindes e panfletos pelo Ministério Público do Trabalho, que serão distribuídos durante o período do Maior São João do Mundo, além da produção de propagandas institucionais que serão veiculadas nos meios de comunicação para que a população e os ‘forrozeiros’ também participem da campanha.

Toda a Ação Intersetorial comandada pela SEMAS, conta com o apoio da Coordenação do Maior São João do Mundo.

Fonte: Codecom

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