Semas realiza capacitação para a Ação Intersetorial durante Maior São João do Mundo

A Secretaria de Assistência Social (Semas) da Prefeitura de Campina Grande, através da Coordenação da Ação Intersetorial, realizou na tarde de quarta-feira, 16, a primeira capacitação da equipe técnica social de abordadores que irão trabalhar durante os 31 dias do Maior São João do Mundo.

O encontro aconteceu no auditório do Sine Municipal, localizado no Museu Vivo de Ciências e Tecnologia.

A Ação Intersetorial é realizada através de uma parceria da Semas com o Ministério Público do Trabalho e as instituições que compõem a Rede de Proteção à Criança e Adolescente de Campina Grande (Redeca).

O intuito da ação é o combate e prevenção à exploração do trabalho infantil, venda de bebida alcoólica para menores de 18 anos e abuso sexual a crianças e adolescentes.

Durante a capacitação foram expostos para a equipe técnica social de abordadores os três tipos de abordagem e suas características: observação qualificada, abordagem de aproximação progressiva e respeitosa, além da abordagem de aproximação de construção de laços e confiança (barraqueiros, ambulantes e carroceiros).

Durante todo o período dos festejos juninos no Parque do Povo, cerca de 45 técnicos sociais vão realizar, de quinta-feira ao domingo, e nos dias que a festa receber um número maior de visitantes nos grandes shows ou nos feriados, as equipes de abordagem que são compostas por um observador, um cadastrador e um abordador, irão identificar o risco de vulnerabilidade e risco social.

O procedimento é o seguinte: as equipes recolhem esses jovens, caso não estejam acompanhados por algum responsável, fazem a orientação e realizam os encaminhamentos necessários aos serviços que a situação demandar.

Segundo Jussara Melo, coordenadora da Ação Intersetorial, as secretarias de Saúde e Educação do município fazem o acolhimento das crianças e adolescentes no Centro Cultural Lourdes Ramalho, onde são integrados a trabalhos educativos.

“As ações são continuadas. As crianças e adolescentes abordados que forem identificados em alguma situação de vulnerabilidade e risco social são acompanhadas durante todo o ano. Dependendo da gravidade da violação, encaminhamos para o Centro de Referência em Assistência Social (Cras) e o Centro de Referência Especializada em Assistência Social (Creas), Ministério Público e Vara da Infância”, declarou Jussara.

A proibição da entrada de menores de 16 anos, sem o acompanhamento dos pais ou responsáveis, no Parque do Povo foi fundamental para a diminuição dos números de atendimento das equipes de abordagem social. A Secretária de Educação e a Vara da Infância distribuem, nas escolas, a portaria educativa que informa sobre a proibição.

Para o sargento Brandão, da Policia Militar, no ano de 2014, ano em que a Ação Intersetorial foi implantada, cerca de 53% dos crimes e atos infracionais foram realizados por jovens de 11 a 20 anos.

“A PM pode ser acionada pelos abordadores sempre que for detectado algum risco de vulnerabilidade, risco psicológico, venda de bebidas alcóolicas para menores de 18 anos”, destacou o sargento.

Fonte: Codecom

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