Serviço itinerante vai diagnosticar hanseníase

hanseniase_carretaCom o objetivo de prevenir e diagnosticar casos de hanseníase, a Secretaria Municipal de Saúde de Campina Grande vai disponibilizar uma carreta que oferece serviços de diagnóstico e tratamento da doença para fazer atendimentos nos dias 11 e 12 de setembro. Qualquer pessoa poderá comparecer ao carro da campanha itinerante, que tem cinco consultórios e um laboratório, para ser avaliada e iniciar o tratamento.

Nesta quinta-feira, a carreta vai estar na Rua Amaury Araújo Vasconcelos, no Conjunto Habitacional Major Veneziano, no bairro Três Irmãs. Na sexta-feira, o carro se desloca para a Unidade Básica de Saúde – UBS Plínio Lemos, que funciona dentro Vila Olímpica, no José Pinheiro, para atender aos moradores da Zona Leste. Os atendimentos serão feitos sempre das 8h às 17h.

De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde do Município, Eliete Nunes, os locais foram escolhidos porque estão inseridos em territórios que apresentam os maiores índices de casos notificados da doença. “Se trata de uma busca da hanseníase, para que possamos identificar e curar mais rapidamente as pessoas, como também orientar para prevenir a doença”, explicou.

Ainda de acordo com Eliete, este centro de saúde móvel tem uma equipe multidisciplinar de profissionais que oferecem serviços médicos gratuitos e educam as comunidades sobre os métodos de prevenção e controle e conscientizam da importância da obediência rigorosa às instruções de tratamento.

“Além do diagnóstico, elas receberão as prescrições para depois receberem os medicamentos necessários”, informou. Ainda no espaço são realizados testes de avaliação de glicemia, medidas de pressão arterial, dentre outras ações básicas de saúde.

A hanseníase é uma doença contagiosa transmitida pelo ar ou através do contato com o solo e mosquitos e causada pela presença de uma bactéria. O principal sintoma é o aparecimento de manchas dormentes embranquecidas ou vermelhas, que causam perda da sensibilidade na região da pele onde se encontram. O problema é tratado com antibióticos em tratamentos que chegam a passar de um ano de duração.

O Projeto Carreta de Saúde é realizado há sete anos pelo Ministério da Saúde em parceria com um laboratório de medicamentos e em Campina Grande recebe o apoio da Secretaria de Saúde do Município. A meta da estratégia é acabar com a doença no país nos próximos anos. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, nos últimos dez anos houve redução de 26% no número de casos registrados e 80% dos novos casos foram curados, mas, mesmo assim, o Brasil ainda é o segundo a registrar novas pessoas infectadas.

Em Campina Grande, entre janeiro de 2012 e agosto de 2014, foram notificados 131 novos casos em 14 bairros. Na cidade, existe atendimento gratuito para a doença, pelo SUS, nas Unidades Básicas de Saúde – UBS. Os casos mais graves ou que precisam de acompanhamento especializado são encaminhados para o Centro de Referência em Tuberculose e Hanseníase do Município. O serviço fica na Avenida Rio Branco, nº 584, no bairro da Prata, e conta com dermatologistas e enfermeiros.

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