Unicef destaca trabalho para acolher crianças com Síndrome Congênita do Zika nas creches municipais

trabalho_creches_Paulo_Rossi_unicef_BRO trabalho realizado pela Prefeitura de Campina Grande, através da Secretaria de Educação do Município (Seduc), para capacitar profissionais e tornar as creches do Sistema Municipal de Ensino aptas a receber os bebês que nasceram com a Síndrome Congênita do Zika Vírus, ganhou destaque nacional em reportagem produzida pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

O material, veiculado na internet pela representação brasileira do Unicef (disponível em http://bit.ly/2lrwnHV), conta a história da pequena Isabelly, que com 10 meses foi o primeiro bebê com a síndrome a ser matriculada em uma das creches municipais de Campina Grande.

A criança foi apresentada a equipe da Creche Alcide Cartaxo Loureiro, localizada no bairro do Cinza, no começo deste mês, dias antes do início do ano letivo. Em conjunto com as duas professoras da turma do berçário, Isabelly também é acompanhada por uma cuidadora, com dedicação exclusiva à criança durante sua permanência na creche.

Além de Isabelly, o Sistema Municipal de Ensino também matriculou nas creches em 2017 outras três crianças com microcefalia, duas delas com a malformação provocada pelo vírus Zika. Para que isso fosse possível e as crianças tivessem seu direito à educação garantido, a Seduc iniciou, em julho de 2016, um processo de formação continuada para os cuidadores e professores das creches com berçário do município, com o intuito de aprofundar os conhecimentos da equipe sobre a Síndrome Congênita do Zika e a melhor forma de cuidar e estimular o desenvolvimento dessas crianças.

“A Educação Inclusiva, no Sistema Municipal de Ensino, ganha nova dimensão com a efetivação do direito à educação das crianças com a Síndrome, pois somos desafiados a novas aprendizagens no processo de formação de professores e cuidadores, e a desenvolver tecnologias assistivas, que possam auxiliar a prática dos educadores no processo de mediação do desenvolvimento de cada criança desta, que é única no conjunto de necessidades especiais que apresenta”, ressaltou a secretária de Educação do município, Iolanda Barbosa.

Ainda segundo a secretária, a presença de alunos com necessidades especiais no Sistema Municipal de Ensino, além de efetivar o direito à educação, também é importante para promover uma integração com as demais crianças, oportunizando a descoberta de novos vínculos e aprendizagens. “Na condição de educadora e de gestora sinto que aprenderemos muito e construiremos um novo capítulo na história da Educação Infantil e na Educação Especial em Campina Grande”, acrescentou.

Além das ações desenvolvidas pela Seduc, para garantir o direito à educação das crianças, a reportagem do Unicef também destaca o atendimento recebido por Isabelly, e outros 126 bebês com a Síndrome, no Ambulatório Especializado em Microcefalia do Hospital Municipal Pedro I, uma inciativa da Prefeitura que se tornou referência no Brasil, que este mês teve os seus serviços ampliados e transferidos pela Secretaria Municipal de Saúde para o Centro Especializado de Reabilitação (CER), onde são realizados atendimentos para estimulação física e intelectual das crianças.

Fonte: Codecom

Imagens: Paulo Rossi Unicef Brasil

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